Resenhas Curtas: Justiceiro – Ano Um

Justiceiro – Ano Um ★ Dan Abnett, Andy Lanning e Dale Eaglesham, 1994

“Sic vis pacem, para bellum”
“Se quiser a paz, prepare-se para a guerra”

Aqui vemos os primeiros segundos após a chacina no Central Park, que tirou a família de Frank Castle e o transformou em um dos anti-heróis mais famosos da Marvel, dos quadrinhos e da cultura pop.

Ano Um mostra a virada de chave do personagem, para se tornar o que conhecemos: Punisher — no Brasil “Justiceiro”, um vigilante desequilibrado, violento e que perdeu completamente a fé em seu país e na justiça. A HQ nos mostra um pouco do psicológico de Castle, ao adotar medidas drásticas para alcançar a punição a qualquer custo e fazer de Nova York o campo de batalha para sua guerra pessoal. Uma psicopatia forjada na guerra e direcionada para homens, até então, intocáveis.

O brilho do texto, está em nos contar essa origem, já conhecida, por outros pontos de vista. Acompanhamos um detetive tentando fazer seu trabalho, que assim como Castle, está perdendo sua fé no sistema para qual trabalha e um jornalista em decadência, que ao esbarrar no caso, vê a oportunidade perfeita para recuperar seu prestigio. Essa não é apenas uma história do Justiceiro e da tragédia de Frank Castle. É a história desses homens quebrados, que sentiram em solo americano, os horrores da guerra.

A narrativa, dividida em quatro atos, é fluída e com um ritmo muito bom, apesar de se tratar de uma história pesada. A trama policial e investigativa, consegue desenvolver os personagens e entregar grandes momentos de ação e conflito.

A arte de Dale Eaglesham, bem característica dos anos 90, é rustica, poluída e exagerada, ideal para essa história pesada e com tantas cenas chocantes. As cores vibrantes, a principio, parecem não combinar com a arte e geram certa estranheza. Mas conforme a narrativa se desenvolve, vemos o impacto que essa colorização agrega às cenas e a narrativa.

Uma leitura incrível, indispensável para qualquer fã do personagem.

Publicado por Samuel Patrian

Defendo filmes ruins, tenho mais quadrinhos que consigo ler e to sempre atrasado nas minhas séries.

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