Resenhas Curtas: Demolidor – Vol.01

Demolidor ★ Chip Zdarsky, Marco Checchetto e Jorge Fornés, 2019 – Atualmente

Você está acompanhando “Demolidor” de Chip Zdarsky?

Embora não seja um peso pesado dos super-heróis, se comparado a personagens como Superman ou o Homem-Aranha, o Demolidor está sempre presente nas listas dos personagens mais queridos das HQs. Talvez isso se dê pelo fato de o Demolidor ser um dos personagens mais constantes dos quadrinhos, se tratando da qualidade de suas histórias. O “Demônio de Hell’s Kitchen” foi escrito por alguns dos melhores roteiristas dos quadrinhos como Frank Miller, Mark Waid, Ann Nocenti, Bendis e mais recentemente…Chip Zdarsky.

Ao longo de suas primeiras 20 edições (publicadas em 4 encadernados no Brasil), Zdarsky devolveu ao titulo seu ar urbano, sua trama policial e mais realista, abandonando o lado místico que vinha sendo explorado pelos roteiristas anteriores. Essa nova fase, reforça conflitos e situações já conhecidas da cronologia do personagem, como a influência das diversas máfias locais e a corrupção na policia. Mas o destaque vai para a forma com que Zdarsky trabalha o povo de Hell’s Kitchen como uma comunidade, a responsabilidade social tão importante e conflitante para Matt Murdock e na gestão de Wilson Fisk na prefeitura de Nova York — Elemento que, até então, não havia sido tratado com o peso merecido.

Quanto aos conflitos internos de Murdock, é difícil trazer novos elementos para um personagem que já passou por tudo e já esteve no fundo do poço tantas vezes. Temos a já tão explorada culpa cristã, que o personagem sempre carregou, a dualidade entre o advogado e o vigilante que faz justiça com os próprios punhos e novamente o personagem sendo confrontado com seu vício pela violência. É o Demolidor muito longe de seu auge físico e mental, e tendo que lidar com as consequências por ter passado dos limites.

Neste primeiro momento, embora as histórias venham numa crescente espetacular, Zdarsky não incrementa mudanças significativas a cronologia do personagem. Ao invés disso, ele desenvolve conflitos realistas e atuais, além de uma ambientação propícia para um Demolidor intenso, humano e cheio de falhas – com ou sem aquela mascara.

Destaque para a aparição insana de Frank Castle, Wilson Fisk perdendo o controle e o excelente personagem novo, o detetive Cole North — Em um arco que lembra muito nosso querido comissário Gordon, em Batman – Ano Um.

Quanto a Arte, as edições desenhadas por Marco Checchetto são deslumbrantes. Cenas caóticas, cheias de profundidade e detalhes que tornam aquela violência e ambientação muito mais realistas. Já as edições ilustradas por Jorge Fornés são mais chapadas, com menos detalhes, mas cheias de personalidade e tornam a narrativa muito mais fluida, tirando a poluição visual e dando um ar mais dramático.

Se não a melhor, uma das três melhores, publicações de Super-Heróis atualmente.

Publicado por Samuel Patrian

Defendo filmes ruins, tenho mais quadrinhos que consigo ler e to sempre atrasado nas minhas séries.

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